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É cedo ou tarde?

  • 11 de abr.
  • 2 min de leitura

Nós mulheres vivemos a angústia de uma estrutura machista que impõe sobre nós a pressa de viver tudo intensamente enquanto somos jovens, porque depois de certa idade "poderia ser tarde demais". No entanto, os homens vão se firmando e se reinventando em várias fases da vida, com bem menos cobranças do que nós mulheres.

O tempo não é uma construção linear, nem algo percebido por um indivíduo, o que significa que dependemos da percepção do coletivo, das estruturas que o definem em sociedade, das urgências que reclamam a nossa presença e agilidade para atender as necessidades dos outros.

Na prática do dia a dia, o nosso tempo pode ser bem mais relativo se assim o determinarmos. Quem escolhe o que priorizar pode e deve ser nós mesmas. Se almejamos a liberdade, precisamos começar a impor o nosso ritmo, o nosso tempo. Até porque se não o fizermos, a vida pode cobrar e obrigar a parar de um jeito ou de outro.

Seja qual for seu sonho, seja qual for seu desejo, por mais distante que a conquista pareça estar, tudo depende de tempo e processo. Defina o seu objetivo, elabore um plano de conquista, determine o tempo prioritário para isso e o priorize.

Use o seu tempo de vida a seu favor, realize o que importa para você e pode ser que no caminho encontre quem se identifique e queira seguir ao seu lado. Assim, o tempo trabalha a seu favor, em um processo de aprendizado e conquista, mesmo que o objetivo final demore mais para ser alcançado, ou que você desvie para outro foco, o seu tempo estará sendo bem aproveitado por quem interessa: você.

Então, não importa em que condições, idade, contexto está neste momento, o que importa é o que você vai decidir fazer com o seu tempo. E mesmo sem pressa, sem exigir demais de você mesma, poderá definir um bom ritmo de progresso pessoal e profissional. Qualquer mulher pode e deve se reinventar em qualquer momento da vida. Para isso, basta se permitir. Por exemplo, eu mesma aqui, neste exercício de escrever para mulheres 40+, estou fazendo aquilo que amo - criar, redigir, inspirar. Esse é o meu tempo útil que dediquei a mim em primeiro lugar. Até posso em algum momento conseguir de fato encorajar outras mulheres... espero que sim. Mas independente disso, eu começo a me libertar do tempo "certo" para viver a minha concepção de tempo, sem verdades absolutas, sem imposição do coletivo, mas na minha própria definição de tempo livre, tempo útil, tempo para descansar, tempo para recomeçar, tempo para criar, tempo para revolucionar, tempo para me curar, tempo que eu me determino como o meu ideal neste momento, sem certo ou errado, sem julgamentos.

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